Santa Catarina foi apontado como o estado mais seguro do Brasil em relação às mortes violentas intencionais, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). O estado registrou uma taxa de 7,6 mortes violentas por 100 mil habitantes, superando São Paulo, que liderava o ranking desde 2014 e agora aparece com 7,8.
O levantamento considera como mortes violentas intencionais os casos de homicídio doloso, feminicídio, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes provocadas por policiais.
Cidades catarinenses entre as mais seguras
Santa Catarina também se destacou entre os municípios brasileiros. Tubarão aparece como a segunda cidade menos violenta do país, com apenas 1,7 morte por 100 mil habitantes. Além dela, Jaraguá do Sul e Brusque também figuram entre as dez cidades com os menores índices de violência.
A liderança nacional ficou com São Caetano do Sul (SP), que registrou apenas 1,2 morte violenta por 100 mil habitantes.
O resultado reforça o bom desempenho de Santa Catarina na área da segurança pública, mantendo o estado entre os melhores indicadores do país.
Nordeste concentra as cidades mais violentas
Enquanto Sul e Sudeste apresentam os menores índices, o cenário é diferente no Nordeste. As dez cidades mais violentas do Brasil estão concentradas na região.
Pelo segundo ano consecutivo, Maranguape (CE) lidera o ranking nacional, com uma taxa de 100,3 mortes violentas por 100 mil habitantes. Também aparecem entre as cidades com maiores índices municípios da Bahia, Pernambuco e Paraíba.
Brasil registra queda nos assassinatos
O anuário mostra que o Brasil registrou, em 2025, o menor número de assassinatos desde o início da série histórica, iniciada em 2012.
Foram 40.775 mortes violentas, uma redução de 8% em comparação com o ano anterior. Pela primeira vez, a taxa nacional ficou abaixo de 20 mortes por 100 mil habitantes, atingindo 19,1.
Apesar da redução dos homicídios, o relatório faz um alerta para o aumento da violência contra a mulher. Os casos de feminicídio bateram recorde, com média de quatro mulheres assassinadas por dia no país. Também cresceram os registros de violência psicológica, perseguição (stalking), descumprimento de medidas protetivas e ameaças.
Especialistas avaliam que os resultados positivos de Santa Catarina podem servir de referência para políticas públicas em outros estados, enquanto o aumento da violência contra mulheres continua sendo um dos principais desafios da segurança pública brasileira.
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