A ciência deu mais um passo importante na luta contra o HIV. Pesquisadores anunciaram nesta semana dois novos casos de pacientes considerados curados do vírus após tratamentos experimentais, elevando para 10 o número de pessoas que alcançaram remissão de longo prazo ou cura funcional da infecção em todo o mundo.
Os dois pacientes passaram por transplantes de células-tronco para tratar doenças graves no sangue, como leucemia. Os doadores possuíam uma rara mutação genética (CCR5-delta32), que dificulta a entrada do HIV nas células do organismo. Após o procedimento, ambos interromperam o uso dos medicamentos antirretrovirais e seguem sem sinais detectáveis do vírus há anos.
Apesar do avanço, especialistas alertam que o método não representa uma cura acessível para a população em geral. O transplante é complexo, apresenta riscos elevados e só é indicado para pacientes que já precisam do procedimento por outras doenças, como alguns tipos de câncer.
Atualmente, a principal forma de controle do HIV continua sendo o tratamento com medicamentos antirretrovirais, que permitem que pessoas vivendo com o vírus tenham qualidade de vida e reduzam a transmissão quando mantêm a carga viral indetectável.
A descoberta, no entanto, reforça a esperança da comunidade científica no desenvolvimento de terapias mais seguras e eficazes que possam, no futuro, beneficiar um número muito maior de pessoas.
📞 Envie sua denúncia ou sugestão de pauta: (47) 98837-2158



