O médico responsável pelo Instituto Sarar publicou um vídeo nas redes sociais em que relata dificuldades para colocar em prática um projeto que, segundo ele, reduziria significativamente o tempo de diagnóstico e início do tratamento de pacientes com câncer.
Na gravação, o profissional afirma que a proposta previa diagnosticar pacientes em até sete dias e iniciar o tratamento em até 14 dias, reduzindo o tempo de espera em comparação à média enfrentada atualmente por muitos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo o médico, o projeto aguardava um financiamento que não foi aprovado. Ele cita a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, e uma instituição financeira envolvida na operação, afirmando que não recebeu explicações sobre os motivos da decisão.
Ainda no vídeo, ele diz que buscou diálogo com representantes do Governo Federal, Ministério da Saúde, Ministério da Ciência, parlamentares, Governo de Santa Catarina, Secretaria de Estado da Saúde e órgãos de controle, como o Ministério Público Federal, Tribunal de Contas da União, Banco Central e Poder Judiciário. Segundo seu relato, as tentativas ainda não resultaram em uma solução.
O médico encerra a gravação afirmando que continuará defendendo o projeto por acreditar que ele pode beneficiar milhares de pacientes oncológicos e pede que a população compartilhe o vídeo para ampliar a divulgação de sua manifestação.
Até o momento, os órgãos e instituições citados no vídeo não haviam se manifestado publicamente sobre as alegações apresentadas pelo médico.



