Moinho histórico de Joinville pode ganhar novo destino cultural

Um dos prédios históricos de Joinville pode ganhar uma nova função. A FIESC entregou à Prefeitura de Joinville o plano museológico do Moinho, construção de 1913 localizada às margens do Rio Cachoeira.

O documento reúne estudos e alternativas para a ocupação do imóvel, que no passado foi utilizado para a moagem de trigo. Entre as possibilidades avaliadas estão a criação de espaços para exposições e atividades culturais.

Plano avalia alternativas para o imóvel

O estudo foi elaborado pela Expomus, consultoria especializada em projetos museológicos, que analisou experiências de revitalização de patrimônios industriais em diferentes países.

Entre as referências consideradas estão projetos desenvolvidos na Noruega, Argentina, República Tcheca e África do Sul, onde antigos moinhos e silos foram transformados em espaços culturais, educativos e de visitação.

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, o plano representa uma contribuição ao município. A definição sobre o futuro do imóvel, porém, ainda depende de novas avaliações.

Os próximos passos deverão considerar aspectos como viabilidade técnica, modelos de gestão e fontes de financiamento.

O documento foi entregue pelo superintendente do SESI/SC, Daniel Tenconi, ao secretário de Cultura de Joinville, Guilherme Gassenferth.

Moinho tem mais de 100 anos de história

Construído em 1913, o Moinho faz parte da história industrial de Joinville. O imóvel foi erguido às margens do Rio Cachoeira para funcionar na moagem de trigo e se tornou um marco da atividade industrial da cidade.

O prédio foi adquirido pela FIESC em 2019. Desde então, a entidade realizou investimentos no terreno, incluindo a construção da Escola SESI de Referência e trabalhos de restauração do espaço histórico.

De acordo com a FIESC, os investimentos realizados no local ultrapassam R$ 150 milhões, considerando a construção da escola e a restauração do Moinho.

Agora, o plano museológico servirá como subsídio técnico para avaliar as possibilidades de utilização do imóvel. A definição sobre o modelo de ocupação, gestão e financiamento ainda dependerá das próximas avaliações entre a Prefeitura, a FIESC e possíveis parceiros.

Fonte: ND Mais.

🌐 Joinville News — informação de Joinville e região.

Compartilhe :

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest