MÉDICO CATARINENSE É PRESO APÓS SER PROCURADO POR AMEAÇAS CONTRA EX-COMPANHEIRA E PUBLICAR VÍDEOS NAS REDES SOCIAIS

Um médico de 34 anos, que estava foragido da Justiça, foi preso nesta semana em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, durante uma ação da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC).

Lucas Zolinger Mendes era alvo de um mandado de prisão preventiva expedido no âmbito de uma investigação sobre violência doméstica e familiar contra a mulher e descumprimento de medida protetiva em Araranguá.

Segundo a Polícia Civil, o inquérito começou após registros de ameaças de morte contra a ex-companheira do investigado e a mãe dela, além de outras condutas consideradas ofensivas.

A Justiça havia determinado medidas protetivas de urgência para preservar as vítimas.

Mesmo após a decisão judicial, conforme a investigação, o homem teria voltado a entrar em contato com a mãe da ex-companheira por meio de mensagens enviadas ao telefone dela.

Diante da suposta reiteração das condutas e da avaliação de que as medidas protetivas não eram suficientes para interromper os episódios investigados, a delegada responsável pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) de Araranguá representou pela prisão preventiva. O pedido foi aceito pelo Poder Judiciário.

Médico passou a publicar vídeos enquanto era procurado

Após a expedição do mandado de prisão, o investigado não foi localizado nos endereços conhecidos e passou a ser considerado foragido.

De acordo com a Polícia Civil, mesmo sendo procurado, ele continuou realizando publicações frequentes nas redes sociais.

Segundo a investigação, nos vídeos, o homem teria feito novas acusações e declarações consideradas ofensivas contra a ex-companheira, familiares dela e outras pessoas.

Em uma das publicações, ele afirmou:

“Sigo foragido ao mandado de prisão aberto contra a minha pessoa. Eu estou sendo vítima de pessoas muito, muito ruins, pessoas mal-intencionadas, eles estão me extorquindo, eles me fizeram perder o trabalho, eles me sabotaram, eles fizeram campanhas de difamação contra mim.”

A Polícia Civil informou que algumas das manifestações podem configurar, em tese, novos crimes, como calúnia, difamação, injúria e ameaça.

As publicações passaram a ser analisadas durante o andamento da investigação.

Laboratório também teria sido alvo de acusações

Entre as pessoas citadas nas publicações está a proprietária de um laboratório de Araranguá.

Segundo a PCSC, ela já havia registrado uma ocorrência após ser alvo de intimidações e questionamentos relacionados à sua atuação profissional e à credibilidade do estabelecimento.

Posteriormente, conforme o registro policial, novos vídeos foram publicados com acusações de fraude contra o laboratório e menções nominais a pessoas ligadas ao estabelecimento.

Diante da continuidade das manifestações, a proprietária decidiu representar criminalmente.

Outros registros são investigados

A apuração também identificou registros policiais recentes envolvendo outras pessoas.

Em uma ocorrência registrada em Morro da Fumaça, duas mulheres relataram ter sido alvo de ameaças, ofensas, cobranças e comportamentos intimidatórios atribuídos ao investigado no ambiente profissional.

Uma delas também relatou ter recebido uma mensagem contendo uma grave ameaça direcionada a diversas pessoas.

Segundo a Polícia Civil, esses registros serão considerados na investigação. Eventuais novos crimes cometidos durante o período em que o homem permaneceu foragido também deverão ser apurados.

Prisão aconteceu em via pública

As diligências realizadas pela DPCAMI de Araranguá indicaram que o investigado estaria escondido com ajuda de amigos em um bairro de Criciúma.

Com essas informações, a equipe solicitou apoio à DIC/DRR de Criciúma.

Após novas diligências, os policiais localizaram o homem em uma via pública e cumpriram o mandado de prisão preventiva.

Durante a abordagem, segundo a PCSC, foram encontradas substâncias entorpecentes com o investigado.

Além do cumprimento da ordem judicial, os policiais adotaram as providências relacionadas à posse das substâncias e lavraram um Termo Circunstanciado.

A Polícia Civil informou que continuará investigando o caso, incluindo as publicações realizadas nas redes sociais e a eventual existência de novos crimes relacionados às manifestações.

A identidade da ex-companheira, dos familiares e das demais pessoas envolvidas não foi divulgada para preservar as vítimas e evitar exposição ou revitimização.

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