CRIANÇAS E ADOLESCENTE QUE FURTARAM CARRO EM SC DIZEM TER APRENDIDO A DIRIGIR EM VIDEOGAME

Duas crianças, de 10 e 11 anos, e um adolescente de 12 anos furtaram um carro e circularam em alta velocidade pelas ruas de Florianópolis, em Santa Catarina, no domingo (6). Segundo as polícias Civil e Militar, o adolescente afirmou que teria aprendido a dirigir por meio de videogames.

De acordo com o comandante do 22º Batalhão da Polícia Militar, major Adriano de Faria Jerônimo, o trio teria alegado que cometeu o furto por aventura e não tinha intenção de obter qualquer lucro.

O delegado Victor Dutra Harger, da Delegacia Especializada no Atendimento ao Adolescente em Conflito com a Lei (Deacle), informou que a polícia recebeu a informação de que os menores aprenderam a dirigir jogando videogame, principalmente em relação à utilização do câmbio automático, como as posições “D” (Drive).

O veículo furtado era um Omoda 5, equipado com câmbio automático.

Segundo a polícia, o trio caminhava próximo a um viaduto na região continental de Florianópolis quando avistou o carro com uma chave reserva dentro. Eles entraram no veículo e fugiram em alta velocidade.

Durante o trajeto, passaram por diversas ruas da cidade. No bairro Estreito, o carro atingiu uma motocicleta que estava estacionada. Mesmo após a colisão, o veículo não parou.

Motoboys e outras pessoas que presenciaram a situação passaram a acompanhar o carro até que ele finalmente parou. Ninguém ficou ferido.

A Polícia Militar foi acionada e levou o veículo, as duas crianças e o adolescente para a delegacia. Os pais foram chamados e buscaram os filhos na Central de Plantão Policial (CPP).

Até o momento, segundo o delegado, não foram identificados indícios de responsabilidade dos pais ou responsáveis legais. Uma eventual apuração sobre negligência ou falha na supervisão é de competência do Conselho Tutelar e do Ministério Público.

MEDIDAS PREVISTAS PELO ECA

A Polícia Civil informou que, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), apenas o adolescente de 12 anos está sujeito à apuração de ato infracional e eventual aplicação de medida socioeducativa.

Já as crianças de 10 e 11 anos, por serem consideradas crianças pela legislação, estão sujeitas às medidas de competência do Conselho Tutelar.

O Conselho Tutelar informou que, até as 16h56 de terça-feira, o caso ainda não havia chegado oficialmente ao órgão.

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