Um britânico apontado como um dos responsáveis por um esquema internacional de tráfico de drogas foi preso pela Interpol nos Emirados Árabes Unidos. Yasin Ahmed Ayyub Haji estava na lista vermelha da Polícia Internacional e é investigado por participação em uma organização criminosa que utilizava uma empresa de fachada em Blumenau, no Vale do Itajaí, para preparar o envio de cocaína para a Europa.
O segundo britânico investigado no caso, Delroy Alvin Bailey, continua foragido e também é procurado pela Interpol.
A prisão de Haji foi confirmada nesta terça-feira (8) pela Polícia Federal de Santa Catarina, que havia solicitado a prisão do suspeito. A PF tem prazo de 30 dias para formalizar o pedido de extradição dele para o Brasil.
613 KG DE COCAÍNA ENCONTRADOS EM BUNKER
O esquema foi descoberto em dezembro de 2025, quando a Polícia Federal localizou 613 quilos de cocaína escondidos no subsolo de um galpão em Blumenau.
A operação investigava uma estrutura criminosa internacional com atuação em Santa Catarina e envolvimento no tráfico de drogas para a Europa. Na ocasião, um morador de Florianópolis ligado ao grupo também foi preso.
A droga estava escondida em um bunker construído no subsolo do imóvel. Para acessar o local, foi necessário utilizar máquinas pesadas para desobstruir a entrada.
A cocaína estava dividida em diversos pacotes e, segundo a investigação, o galpão era utilizado para preparar e armazenar a droga antes do transporte internacional.
EMPRESA ERA USADA COMO FACHADA
De acordo com a Polícia Federal, o imóvel pertencia a uma empresa de exportação de ligas metálicas que seria utilizada como fachada para viabilizar o envio da cocaína ao exterior.
Após a apreensão da droga, os investigadores solicitaram a prisão de um dos suspeitos e autorização para realizar buscas em um endereço relacionado a ele, no bairro Lagoa da Conceição, em Florianópolis.
Durante as buscas, foram apreendidos veículos, embarcações, joias e documentos.
A investigação apontou ainda que os cidadãos britânicos já possuíam histórico relacionado ao tráfico de drogas na Inglaterra e estariam ligados à estrutura criminosa identificada em Santa Catarina.
Segundo a Polícia Federal, a organização possuía uma estrutura internacional, com base operacional em Santa Catarina, apoio logístico de brasileiros e liderança de estrangeiros.
O segundo britânico investigado, Delroy Alvin Bailey, permanece foragido.
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