O que deveria ser apenas um domingo de lazer em família se transformou em um dos momentos mais difíceis da vida do empresário Marcos Felipe Pires. Em outubro de 2025, durante um passeio em Ibirama, no Alto Vale do Itajaí, Marcos sentiu uma fisgada e coceira na perna e imaginou que tivesse sido picado por um mosquito. Ele seguiu o dia normalmente, sem imaginar que se tratava de uma aranha-marrom.
Durante a noite, porém, o empresário começou a sentir falta de ar e uma sensação diferente no corpo, que ele próprio não conseguia explicar. A princípio, chegou a pensar que poderia ser ansiedade.
Na segunda-feira, as fisgadas na perna continuavam e o local estava dolorido. Marcos pediu para um familiar observar a região, mas, pela aparência, a lesão foi confundida com um pelo encravado ou uma espinha.
No retorno para Joinville, durante uma parada para almoço em Blumenau, o quadro começou a se agravar. Marcos sentiu o corpo quente, ficou avermelhado e voltou a apresentar falta de ar. Mais uma vez, relacionou os sintomas à ansiedade.
Ao chegar em Joinville, já durante a noite, a vermelhidão e a febre haviam aumentado. A dor na perna também se intensificou, principalmente ao apoiar o pé no chão. Ao observar novamente o local, Marcos percebeu que o hematoma havia aumentado e a região estava ficando roxa.
Ele procurou atendimento médico e passou a apresentar vômitos. Diante da dificuldade de identificar inicialmente a causa do quadro, Marcos foi encaminhado ao Hospital São José, em Joinville. No hospital, os médicos identificaram que se tratava de uma picada de aranha-marrom e iniciaram o tratamento necessário para conter os efeitos do veneno.
O empresário foi encaminhado para a UTI, onde permaneceu por cinco dias. Segundo seu relato, uma das maiores preocupações da equipe médica era uma alteração no ritmo cardíaco, com risco de uma parada cardíaca em decorrência da reação ao veneno.
Enquanto enfrentava o risco à própria saúde, outra preocupação tomava conta de Marcos. A lesão na perna continuava evoluindo e os médicos chegaram a avaliar a possibilidade de uma intervenção mais agressiva caso o quadro continuasse avançando.
A preocupação era que a lesão pudesse atingir regiões superiores da perna, chegando próximo à bacia, o que poderia levar a consequências ainda mais graves.
Todos os dias eram acompanhados por exames de sangue e avaliações da perna, incluindo ultrassons. Para Marcos, a espera pelos resultados e a falta de certeza sobre como o organismo reagiria foram alguns dos momentos mais angustiantes de todo o processo.
“Foi um dos momentos mais desafiadores da minha vida. Eu não sabia o que iria acontecer, não sabia se iria perder minha perna e, ao mesmo tempo, tinha um projeto que estava prestes a começar”, relata Marcos.
Naquele período, o empresário também estava preparando a inauguração da Vittaly Clinic, projeto que vinha sendo planejado e estruturado antes do acidente.
Internado na UTI, sem celular e sem conseguir caminhar normalmente, Marcos precisou interromper temporariamente as atividades relacionadas à inauguração. O cenário que antes era de expectativa e preparação para abrir um novo negócio passou a ser de incerteza.
Após dez dias de internação, Marcos recebeu alta e iniciou uma nova fase de recuperação em casa. Mesmo após deixar o hospital, entretanto, as dores na perna continuaram intensas. Em determinado momento, precisou retornar ao hospital porque a medicação utilizada não estava sendo suficiente para controlar a dor.
A recuperação completa levou cerca de quatro meses.
Apesar de todas as dificuldades, a inauguração da Vittaly Clinic aconteceu no dia 6 de novembro de 2025, na Rua Oscar Antônio Schneider, 215, no bairro Atiradores, em Joinville.
O empresário conta que precisou retomar as atividades gradualmente, enquanto ainda lidava com as consequências físicas e emocionais do acidente. Para ele, conseguir colocar a Vittaly Clinic em funcionamento depois de tudo o que havia acontecido teve um significado ainda maior.
Hoje, a Vittaly Clinic se consolidou em Joinville e, segundo Marcos, o resultado é fruto do esforço conjunto de toda a equipe, que acreditou no projeto desde o início.
A clínica atua na área de estética, com destaque para procedimentos de harmonização facial e harmonização de glúteos, além de métodos desenvolvidos e utilizados pela equipe. De acordo com Marcos, a proposta da Vittaly Clinic é buscar resultados individualizados e avaliar cada paciente para definir o tratamento mais adequado.
O empresário afirma que o reconhecimento dos clientes e a fidelização ao longo dos primeiros meses ajudaram a transformar um projeto que começou em meio a um período de grande incerteza em um negócio estruturado.
“Hoje eu olho para trás e vejo que, no meio de todo aquele turbilhão, conseguimos construir um negócio de sucesso, com uma equipe que comprou a ideia e trabalha junto para fazer acontecer”, conta Marcos.
Com menos de um ano de funcionamento, a Vittaly Clinic já trabalha em novos projetos. Entre eles está a Vittaly Academy, iniciativa que pretende ampliar a atuação da marca e compartilhar conhecimento com empresários e profissionais que trabalham no segmento de estética.
Para Marcos, a história da Vittaly Clinic acabou sendo construída paralelamente a uma das maiores batalhas pessoais que já enfrentou. O acidente que começou com uma pequena lesão na perna e uma suspeita de simples picada de inseto acabou resultando em dez dias de internação, passagem pela UTI, meses de recuperação e muitas incertezas.
Hoje, recuperado, o empresário afirma que a experiência mudou sua percepção sobre os imprevistos da vida e tornou a trajetória da Vittaly Clinic ainda mais significativa.
A Vittaly Clinic está localizada na Rua Oscar Antônio Schneider, 215, no bairro Atiradores, em Joinville.



