O caso envolvendo a morte de Débora Dambros, de 24 anos, ganhou novos desdobramentos na Justiça de Santa Catarina. A jovem morreu em uma ocorrência inicialmente tratada como acidente de trânsito, mas as investigações da Polícia Civil apontaram que o episódio teria sido forjado para encobrir um homicídio.
Segundo as investigações, o veículo da família foi localizado submerso no Rio Barra Grande, em São Carlos, no Oeste de Santa Catarina. Cerca de dez dias depois, a Polícia Civil concluiu que o acidente teria sido simulado.
Ainda conforme a investigação, Welton André Dambros, de 30 anos, marido de Débora, teria confessado ter asfixiado a esposa dentro da residência do casal, em Xaxim, na presença dos dois filhos pequenos. Com auxílio do pai, de 53 anos, ele teria colocado o corpo da vítima dentro do veículo e lançado a caminhonete no rio para criar a aparência de um acidente.
Os dois foram presos e indiciados pelos crimes relacionados ao caso.
FAMÍLIA BUSCA PROTEGER PATRIMÔNIO DAS CRIANÇAS
Após a morte de Débora, a família materna passou a concentrar esforços na proteção dos dois filhos do casal. Helena Vitória, de 9 anos, e André Henrique, que está prestes a completar 3 anos, estão sob a guarda provisória da avó materna.
De acordo com a advogada que representa a família materna, Karen Rebelato, foi ajuizada uma ação de indignidade com o objetivo de impedir que Welton tenha direito a eventual herança deixada pela esposa.
A medida busca excluí-lo do inventário, caso seja reconhecida pela Justiça, fazendo com que os bens que eventualmente seriam destinados a ele sejam direcionados aos demais herdeiros, incluindo os filhos.
A defesa também trabalha para identificar contas bancárias, empresas e outros bens que possam integrar o patrimônio da família. Pedidos relacionados a benefícios previdenciários, como pensão por morte e auxílio-reclusão, também foram apresentados com o objetivo de garantir o sustento das crianças.
TRANSFERÊNCIA DE AMAROK CHAMA ATENÇÃO
Outro ponto questionado pela família é a transferência de uma Volkswagen Amarok após a morte de Débora e quando Welton já estava preso.
Segundo a advogada, a defesa solicitou o bloqueio e a busca e apreensão do veículo. A família também investiga se houve alguma irregularidade ou fraude no processo de transferência.
Além da questão patrimonial, foram solicitadas medidas para permitir que objetos pessoais das crianças sejam retirados da antiga residência da família, incluindo roupas, brinquedos, móveis e documentos.
FILHA PRESTOU DEPOIMENTO ESPECIAL
Na esfera criminal, o processo continua com a produção de provas. Uma das medidas realizadas foi o depoimento especial de Helena, conduzido de maneira protegida e adequada à idade da criança.
A defesa da família afirma que busca preservar os direitos dos menores e evitar que eles sejam expostos desnecessariamente diante da repercussão do caso.
As questões relacionadas à herança, à transferência do veículo e à responsabilidade criminal dos envolvidos ainda dependem das decisões e do andamento dos processos judiciais.
📲 WhatsApp Joinville News: (47) 98837-2158



