A Comissão de Saúde, Assistência e Previdência Social da Câmara de Vereadores de Joinville realizou, nesta segunda-feira (14), uma diligência na Maternidade Darcy Vargas para verificar reclamações relacionadas ao serviço de rouparia prestado por uma empresa terceirizada.
A vistoria foi conduzida pelo presidente da comissão, vereador Pastor Ascendino Batista (PSD), com o objetivo de acompanhar presencialmente as condições do serviço e as providências adotadas pela direção da maternidade diante de reclamações apresentadas por servidores, usuários e registros da Ouvidoria.
Durante a fiscalização, a administração da unidade informou que já emitiu cinco notificações à empresa contratada, além de aplicar advertências e multa contratual.
Entre os problemas relatados estão falhas no fornecimento da quantidade necessária de roupas, questões relacionadas à qualidade e identificação das peças, falta de funcionários da empresa na unidade, atrasos na entrega dos materiais e inadequações no transporte e manuseio da rouparia.
Um dos pontos destacados durante a diligência foi a informação de que o mesmo caminhão utilizado para entregar roupas limpas à maternidade também realizava posteriormente a coleta de roupas sujas antes de seguir para outra unidade hospitalar.
Segundo o vereador Ascendino Batista, a situação representa uma preocupação devido ao possível risco sanitário envolvido.
A comissão também recebeu informações sobre reclamações relacionadas à presença de fiapos de tecido em itens utilizados no atendimento de recém-nascidos. Conforme informado pela direção da maternidade, os casos estão sendo analisados pelo Núcleo de Qualidade e Segurança do Paciente, e as ocorrências são encaminhadas para as medidas necessárias.
Outro assunto discutido foi o sistema automatizado de controle das peças por meio de chips. Embora o equipamento já esteja instalado, o sistema ainda não funciona integralmente, sendo necessários controles complementares pela unidade.
Para o presidente da Comissão de Saúde, a fiscalização é necessária para garantir a segurança dos pacientes e a qualidade dos serviços prestados.
“A fiscalização é fundamental para garantir a segurança dos pacientes e a qualidade dos serviços prestados. Estamos falando de uma maternidade que atende gestantes, puérperas e recém-nascidos. Não podemos admitir falhas em um serviço tão sensível”, afirmou Ascendino.
A apuração terá continuidade nesta quarta-feira (16), quando a comissão deverá ouvir representantes do Hospital Regional Hans Dieter Schmidt, que também utiliza os serviços da mesma empresa de rouparia.
O objetivo será verificar se problemas semelhantes também ocorrem no hospital e acompanhar as medidas adotadas pela unidade.
A Comissão de Saúde informou que continuará monitorando o caso até que as irregularidades sejam solucionadas e o serviço seja prestado de forma adequada à população.
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