A deputada federal Ana Paula Lima (PT) publicou, neste domingo (13), um vídeo ao lado da advogada Fernanda Klitzke, candidata a segunda suplente ao Senado pelo PT, após a ocorrência envolvendo policiais militares durante uma confraternização de integrantes do partido em Jaraguá do Sul.
O caso aconteceu no sábado (12), após a Polícia Militar ser acionada por uma denúncia de perturbação do sossego. Vídeos registrados no local mostram Fernanda sendo imobilizada, atingida por disparos de munição de impacto controlado e, já no chão, recebendo um chute. A atuação dos policiais está sendo analisada pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar.
No vídeo publicado nas redes sociais, Ana Paula aparece ao lado de Fernanda e relata que acompanhou a situação. A deputada também informou que entrou em contato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para comunicar o episódio.
Segundo reportagem do UOL, Lula telefonou para Fernanda no domingo para prestar solidariedade. Durante a conversa, o presidente perguntou sobre o ocorrido, questionou se havia sido registrada queixa e afirmou que pretende encontrá-la quando estiver em Santa Catarina.
MOÇÃO DE APLAUSO AOS POLICIAIS
Enquanto integrantes do PT cobram investigação sobre a atuação dos agentes, o deputado estadual Sargento Lima (PL) protocolou na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) uma moção de aplauso aos policiais envolvidos na ocorrência.
O documento propõe homenagear os cabos Rafaela Natália Branco e Clovis Kaue Weber, apontando, na justificativa, a atuação dos agentes durante a ocorrência. A proposta, entretanto, não chegou a ser votada. Segundo informações divulgadas sobre a tramitação, a sessão prevista para analisar a moção não teve quórum.
O PT reagiu à iniciativa e parlamentares da bancada protocolaram pedido de informações ao governo de Santa Catarina, questionando, entre outros pontos, o uso de munição de impacto controlado, a existência de câmeras corporais e a preservação das imagens da ocorrência, além do registro das lesões sofridas por Fernanda.
VERSÕES DIFERENTES SOBRE A OCORRÊNCIA
A dinâmica da abordagem é alvo de versões diferentes.
Segundo a Polícia Militar, houve desacato, desobediência e resistência durante a ocorrência. A corporação afirma que Fernanda teria tentado interferir na ação dos policiais e que uma agente sofreu uma lesão na mão. Os participantes da confraternização contestam essa versão e afirmam que não houve resistência ou agressão aos policiais.
Fernanda afirma que se apresentou como advogada e tentou acompanhar a ocorrência. Imagens gravadas por testemunhas mostram parte da abordagem e passaram a ser utilizadas nas discussões sobre a conduta dos agentes.
Além da investigação interna da Polícia Militar, o episódio também ganhou repercussão no cenário eleitoral catarinense. O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina acompanha os desdobramentos, enquanto diferentes grupos políticos passaram a se manifestar sobre o caso.
Até a conclusão das apurações, permanecem em discussão as circunstâncias que levaram ao uso da força durante a ocorrência e a conduta de todos os envolvidos.
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