ANDRÉ MENDONÇA DEFENDE SIGILO DA FONTE JORNALÍSTICA E DIVERGE DE MORAES E DINO NO STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal investigue vazamentos de informações sigilosas relacionados ao inquérito envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

A decisão, publicada nesta sexta-feira (21), também destacou a proteção constitucional ao sigilo da fonte jornalística e estabeleceu uma distinção entre a investigação de quem teria violado o segredo de Justiça e a atuação de jornalistas e veículos de comunicação.

PROTEÇÃO À IMPRENSA

Ao analisar um pedido apresentado pela defesa de Lulinha para investigar a origem dos vazamentos, Mendonça determinou a apuração dos responsáveis pela divulgação de informações que estavam sob sigilo.

No entanto, o ministro ressaltou que a investigação não deveria atingir jornalistas ou veículos de imprensa que tenham divulgado as informações obtidas por meio de fontes protegidas constitucionalmente.

A posição evidencia uma divergência dentro do STF sobre os limites da proteção ao sigilo da fonte jornalística, especialmente em casos que envolvem informações submetidas a segredo de Justiça.

Mendonça defendeu que é possível investigar a violação do dever de sigilo sem, necessariamente, comprometer a garantia constitucional assegurada aos profissionais de imprensa.

A decisão ocorre em meio a diferentes entendimentos dentro da Corte sobre a relação entre investigações, divulgação de informações sigilosas e liberdade de imprensa.

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