CICLONE EXTRATROPICAL E RIO ATMOSFÉRICO ELEVAM RISCO DE TEMPESTADES SEVERAS NO SUL

Um ciclone extratropical, associado a uma nova frente fria e a um intenso rio atmosférico, deve provocar mudanças significativas no tempo nos três estados do Sul do Brasil a partir desta quinta-feira (27).

Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná podem registrar chuvas intensas, fortes rajadas de vento, granizo e tempestades severas. Há também possibilidade de ocorrência de tornados e microexplosões, segundo a previsão meteorológica citada pela Meteored.

Os acumulados de chuva podem superar 200 milímetros em pontos específicos até domingo (30), principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.

FRENTE FRIA DEVE PERMANECER SOBRE A REGIÃO

A instabilidade começa a ganhar força nesta quinta-feira, com as primeiras áreas afetadas no Uruguai e no Rio Grande do Sul.

Na sexta-feira (28), o ciclone extratropical deve se consolidar, enquanto a frente fria avança e o transporte de umidade se intensifica.

A combinação entre o ar quente e úmido transportado pelo rio atmosférico e a passagem da frente fria favorece a formação de tempestades com potencial para chuva intensa, granizo e ventos fortes.

O cenário de instabilidade deve continuar no sábado (29) e no domingo (30), já que a frente fria permanecerá atuando sobre a região.

CHUVA PODE SUPERAR 200 MM

No Rio Grande do Sul, os maiores acumulados são esperados entre o noroeste, norte e nordeste do estado, com possibilidade de volumes superiores a 200 mm em pontos da Serra Gaúcha.

Na faixa leste, central e sul, os acumulados podem chegar a 95 mm. No oeste gaúcho, a previsão indica entre 40 e 60 mm.

Em Santa Catarina, os maiores volumes devem ocorrer principalmente na Serra e no Sul do estado, onde podem superar 120 mm. Em outras áreas, os acumulados variam entre 20 e 100 mm, dependendo da região.

No Paraná, o sudoeste deve concentrar os maiores volumes, podendo chegar a 80 mm. Em outras áreas, a previsão aponta acumulados entre 15 e 45 mm.

Com a possibilidade de chuva volumosa em curto período, o cenário pode provocar alagamentos, enxurradas, quedas de árvores e outros transtornos.

A população deve acompanhar os alertas oficiais da Defesa Civil e evitar áreas de risco durante as tempestades.

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