CONDENADA POR MATAR EMPRESÁRIA ANUNCIA VENDA DE LOJA ANTES DE SER PRESA EM SC: “NOVOS PROJETOS”

Magali dos Santos, condenada a 16 anos e quatro meses de prisão pela morte da empresária Cátia Regina Silva, havia gravado um vídeo anunciando a venda da loja de confecções que mantinha em Guaramirim antes de ser julgada e presa.

A gravação foi feita antes do julgamento e passou a circular nas redes sociais na sexta-feira (14), um dia após a condenação. No vídeo, Magali anuncia a venda do estabelecimento e afirma que a decisão estaria relacionada a questões pessoais, familiares e a “novos projetos”.

O julgamento ocorreu na última quinta-feira (13), em Araquari, e durou cerca de 12 horas. Os jurados condenaram Magali por homicídio duplamente qualificado, considerando as qualificadoras de motivo fútil e dissimulação.

A defesa chegou a pedir a anulação do júri, mas o pedido foi negado pelo juiz. Após a leitura da sentença, Magali foi presa e encaminhada para o sistema prisional, onde deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado.

Apesar da condenação, o processo ainda não foi encerrado. A defesa pode apresentar recurso de apelação.

Empresária foi morta após falsa abordagem

Cátia Regina Silva foi assassinada em 24 de julho de 2019, quando retornava para São Francisco do Sul após uma viagem a São Paulo, onde havia comprado roupas para sua loja.

Segundo as investigações, a empresária foi abordada por homens que se passaram por agentes de trânsito durante uma falsa fiscalização. Ela teria sido algemada e encapuzada antes de ser levada para outro local, onde foi morta a tiros.

O carro da vítima foi encontrado incendiado no dia seguinte, em uma estrada do Morro da Palha. O corpo foi localizado posteriormente em um rio de Araquari.

Antes do crime, Cátia havia publicado um vídeo nas redes sociais relatando que vinha recebendo ameaças.

Outros envolvidos no caso

Além de Magali, o marido dela, Fabrício Woche, e Odelir Medeiros foram apontados pela Polícia Civil como envolvidos no assassinato.

Segundo a investigação, Fabrício teria efetuado o disparo que matou Cátia. Ele morreu em 2022, durante uma invasão a uma cooperativa em São Francisco do Sul.

Odelir teria participado da abordagem e do homicídio. Ele também teria ido até a loja da vítima dias antes do crime, se passando por fiscal da Receita Federal, em uma ação que, segundo a investigação, teria servido para obter informações sobre a empresária.

Odelir foi condenado a 15 anos e nove meses de prisão, mas recebeu o direito de recorrer em liberdade.

A principal linha da investigação apontou que o assassinato estaria relacionado a uma disputa entre comerciantes.

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