Uma empresária de Florianópolis foi notificada pelo Procon da Capital após publicar vídeos nas redes sociais com declarações consideradas discriminatórias contra clientes de menor poder aquisitivo.
A empresária Marciane Bett, da loja Deusa Colorida Modas, publicou uma sequência de vídeos reclamando de consumidores que realizavam compras de menor valor.
Em uma das publicações, ela afirmou: “Pobre é uma desgraça”, além de dizer que não queria clientes considerados “pobres”. Em outro trecho, reclamou de pessoas que procuravam a loja para comprar peças de R$ 20 e R$ 50.
A empresária também afirmou que possui clientes que gastam R$ 1 mil ou até R$ 2 mil em uma única compra.
Após a repercussão do conteúdo nas redes sociais, o Procon de Florianópolis notificou a empresa e solicitou esclarecimentos com base no Código de Defesa do Consumidor.
Segundo o órgão, as declarações ultrapassariam uma manifestação exclusivamente pessoal, já que os vídeos mencionavam produtos, coleção, formas de pagamento e o perfil de consumidores que a empresária afirmava querer ou não atender.
Para o diretor do Procon de Florianópolis, Tiago Silva, consumidores não podem ter seus direitos condicionados ao valor que possuem ou gastam.
EMPRESA TERÁ 48 HORAS PARA PRESTAR ESCLARECIMENTOS
A empresa deverá informar ao Procon:
* A autoria, autenticidade e o contexto dos vídeos publicados;
* Se existe alguma política de diferenciação no atendimento com base em renda, condição social, aparência ou valor da compra;
* Se algum consumidor já teve atendimento, acesso à loja ou venda recusados por esses motivos;
* Quais medidas serão adotadas para garantir um atendimento digno e sem discriminação.
A empresa também deverá esclarecer as manifestações feitas após a repercussão do caso.
O prazo estabelecido pelo Procon para o envio das informações é de 48 horas.
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