O influenciador Eduardo Razuk, conhecido por fazer vídeos sobre carros desde 2006 e com mais de 600 mil seguidores, foi preso nesta terça-feira em Campo Grande. Junto com ele caiu o irmão, Rafael Razuk, e mais dois suspeitos.
A prisão faz parte da Operação Rodas da Sorte, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e que também teve ações no Rio de Janeiro e na Paraíba. Segundo a investigação, o grupo movimentou mais de R$ 100 milhões em apenas seis meses com rifas ilegais de carros de luxo divulgadas pelas redes sociais.
O delegado Pedro Cunha, titular da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos, contou que cada rifa poderia render entre R$ 1,9 milhão e R$ 2 milhões. E o esquema não parava. Razuk chegava a promover um ou dois sorteios por semana, principalmente pelo Instagram e pelo YouTube. Foi justamente essa frequência que chamou a atenção dos investigadores.
Segundo a polícia, os irmãos usavam empresas sediadas em outros estados para dar uma aparência de legalidade aos sorteios. Uma empresa do Rio de Janeiro fazia a ponte entre os responsáveis pelas rifas em Campo Grande e uma estrutura na Paraíba, que emitia autorizações de uma entidade sem competência para isso. Nos sorteios mais recentes, Razuk chegou a usar o nome da Loteria do Estado da Paraíba para tentar legalizar as rifas, mas, segundo a Polícia Civil, a atividade continuava sendo ilegal mesmo assim.
Ao todo, a Justiça expediu quatro mandados de prisão preventiva, sendo dois em Campo Grande, um no Rio de Janeiro e um na Paraíba, além de 13 mandados de busca e apreensão nos três estados.
Em Campo Grande, a operação chamou atenção pela quantidade de carros encontrados. Foram apreendidos 22 veículos de alto padrão em um galpão ligado ao influencer, avaliados entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões. Também foram recolhidos dois relógios de luxo. A polícia ainda determinou o bloqueio de contas bancárias e imóveis do grupo.
Os investigados respondem por lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias. A Polícia Civil informou que, até o momento, não identificou vínculo de Eduardo Razuk com facções criminosas ou tráfico de drogas.
Essa não é a primeira vez que Razuk é alvo da polícia por causa das rifas. Ele já havia sido denunciado em 2020 e chegou a ser investigado em 2021 por continuar promovendo sorteios de veículos de forma ilegal.



