MARIDO TERIA PASSADO HORAS COM CORPO DE MÉDICA EM APARTAMENTO ANTES DE DEIXAR BEBÊ

A médica Gassi Mazia, de 30 anos, foi vítima de feminicídio no Paraná. Segundo o Ministério Público, o ex-companheiro dela, João Vitor Domingues Romeiro, de 37 anos, teria invadido o apartamento onde a vítima morava e cometido o crime após não aceitar o fim do relacionamento.

Ainda conforme o Ministério Público, João teria permanecido por algumas horas no imóvel com o corpo da médica antes de deixar sozinho o filho do casal, de apenas oito meses.

Gassi foi encontrada por um familiar, que teria ouvido o choro do bebê antes mesmo de entrar no apartamento. A criança estava no imóvel, mas não apresentava ferimentos.

O Ministério Público classificou o crime como de extrema gravidade e afirmou que o suspeito teria agido de forma cruel. As investigações apontam que ele tentava reatar o relacionamento com a médica.

A manifestação do MP foi baseada em depoimentos de policiais militares que atenderam a ocorrência e em informações de testemunhas. Três facas foram encontradas ao lado do corpo da vítima.

SUSPEITO FOI ENCONTRADO FERIDO

João foi localizado pela polícia dentro de um carro, no pátio da residência de uma familiar, em Mandaguari, a cerca de 32 quilômetros de Maringá, onde o crime ocorreu.

Ele apresentava ferimentos no pescoço e foi encaminhado a um hospital, onde permanecia internado.

Segundo uma familiar, na noite de sábado (5), João teria enviado mensagens perguntando se ela estava em Mandaguari e, posteriormente, ligado para pedir o endereço. Inicialmente, ele não teria mencionado a morte da médica.

Ainda dentro do carro, no pátio da residência, o homem teria confessado o crime à familiar, afirmando que havia discutido com Gassi e a matado.

A audiência de custódia estava marcada para esta quarta-feira (9), mas, devido à internação, o suspeito ainda não havia passado pelo procedimento.

MÉDICA ERA CONHECIDA PELO TRABALHO NA SAÚDE PÚBLICA

Gassi trabalhava como médica na UBS Nova Aliança, em Sarandi. Amigos e colegas a descreveram como uma pessoa alegre, sorridente, competente e dedicada à profissão.

A Prefeitura de Sarandi publicou uma nota de pesar e destacou a contribuição da médica para a saúde pública do município, além de repudiar qualquer forma de violência contra as mulheres.

João era servidor público da Prefeitura de Marialva. Após o crime, o município informou a exoneração do funcionário e também manifestou repúdio à violência contra a mulher.

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