OBRA DE ASFALTO EM OURO É ALVO DO TCE E R$ 99,7 MIL DEVERÃO SER DEVOLVIDOS AOS COFRES PÚBLICOS

Uma obra de pavimentação realizada no município de Ouro, no Oeste de Santa Catarina, foi alvo de apontamentos do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC). A decisão determina o ressarcimento de R$ 99,7 mil aos cofres públicos por irregularidades relacionadas à execução do pavimento.

De acordo com o Tribunal, houve medição contratual sem comprovação da qualidade do serviço executado, além de superfaturamento por qualidade relacionado ao concreto asfáltico.

A decisão estabelece responsabilidade solidária entre o secretário de Transportes da Prefeitura de Ouro, um fiscal da obra e a empresa responsável pelo serviço. O valor deverá ser atualizado, e os responsáveis têm prazo de 30 dias para realizar o pagamento ou apresentar recurso.

PREFEITO EXPLICA APONTAMENTO

O prefeito de Ouro, Dire Duarte, afirmou que o caso envolve um trecho de uma obra dividida em quatro etapas, realizada em direção ao interior do município.

Segundo o prefeito, o questionamento apresentado pelo TCE/SC está relacionado à compactação do pavimento. Ele explicou que o índice identificado no trecho analisado ficou abaixo do parâmetro considerado pelo Tribunal.

PREFEITURA ATRIBUI RESPONSABILIDADE À EMPRESA

Dire Duarte afirmou que, na avaliação do município, a responsabilidade pelo problema é da empresa contratada para executar o serviço.

Apesar da posição apresentada pelo prefeito, a decisão do TCE/SC determinou o ressarcimento de forma solidária, envolvendo também o secretário municipal e o fiscal responsável pelo acompanhamento da obra.

TCE APONTA REDUÇÃO DA VIDA ÚTIL DO PAVIMENTO

Conforme a decisão, a deficiência identificada na execução do concreto asfáltico teria comprometido a qualidade do pavimento e reduzido sua vida útil, caracterizando dano ao erário.

Além da determinação de ressarcimento, o Tribunal fez recomendações à Prefeitura de Ouro para a realização de futuras obras de pavimentação.

Entre as orientações estão a elaboração de projetos completos de drenagem, com previsão de dissipadores de energia e sarjetas, além da adoção de medidas para evitar infiltrações, erosões e danos à estrutura das vias.

O TCE/SC também recomendou que os projetos de segurança viária contemplem contenções laterais e sinalização provisória durante a execução das obras e definitiva após a conclusão.

MUNICÍPIO AVALIA MEDIDAS

A Prefeitura de Ouro informou que ainda avaliaria a decisão. Segundo o prefeito Dire Duarte, o setor jurídico do município seria consultado antes de uma manifestação oficial sobre o caso.

A decisão do TCE/SC ainda pode ser contestada por meio dos recursos previstos.

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