Companheira é investigada pelo episódio; Polícia Civil também apura possível envenenamento, mas ainda não há confirmação de relação com a morte
Morreu nesta quinta-feira (13) Juvenal Drozda, de 78 anos, que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital São Vicente de Paulo, em Mafra, no Planalto Norte de Santa Catarina.
O caso ganhou repercussão após uma mangueira ligada aos aparelhos do paciente ter sido cortada durante uma visita na UTI. A companheira de Juvenal é investigada pela Polícia Civil.
O homem estava internado havia cerca de um mês após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).
MANGUEIRA FOI CORTADA DURANTE VISITA
O episódio aconteceu no dia 27 de julho. Segundo as informações apuradas pela investigação, a mulher teria utilizado uma tesoura para cortar uma das mangueiras conectadas aos equipamentos do paciente.
A suspeita, conforme a polícia, seria impedir a passagem de oxigênio. No entanto, segundo informações repassadas inicialmente pelo hospital à Polícia Civil, a mangueira cortada não seria responsável pelo fornecimento de oxigênio cuja interrupção poderia provocar a morte de Juvenal.
O filho do paciente também estava presente durante a visita e percebeu o corte. A equipe de enfermagem foi acionada imediatamente e substituiu a mangueira, restabelecendo o funcionamento do equipamento.
A Polícia Militar foi chamada e um boletim de ocorrência foi registrado. Posteriormente, a Polícia Civil assumiu a investigação.
MORTE OCORREU 17 DIAS DEPOIS
Juvenal morreu nesta quinta-feira, 17 dias após o episódio envolvendo a mangueira.
Até o momento, porém, não há confirmação de que a morte tenha relação com o corte do equipamento.
A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias do caso para esclarecer o que aconteceu.
POLÍCIA APURA POSSÍVEL ENVENENAMENTO
Além do episódio ocorrido na UTI, os investigadores também apuram uma possível suspeita de envenenamento antes da internação de Juvenal.
Para verificar essa hipótese, a Polícia Civil solicitou o prontuário médico do paciente e exames à Polícia Científica.
Os documentos e análises deverão ajudar a determinar se existem sinais compatíveis com envenenamento.
A companheira, que já é investigada pelo corte da mangueira, também teria se envolvido em um acidente de trânsito após deixar o hospital.
Apesar da sequência dos acontecimentos, a Polícia Civil ainda não confirmou qualquer relação entre o corte da mangueira, a suspeita de envenenamento e a morte do paciente.
FAMÍLIA LAMENTA MORTE
Após a morte de Juvenal, a filha publicou uma homenagem nas redes sociais.
“Descanse em paz, meu pai”, escreveu.
Até a publicação desta reportagem, a família ainda não havia divulgado informações sobre o velório e o sepultamento.
As investigações seguem para esclarecer as circunstâncias da morte e verificar se houve alguma relação entre os fatos investigados.
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