O número de pedidos de recuperação judicial de *micro e pequenas empresas* cresceu de forma expressiva no Brasil. Entre 2023 e o encerramento do primeiro semestre de 2026, os pedidos feitos por *microempresas aumentaram 133%, enquanto entre as pequenas empresas o avanço foi de 69%.
Especialistas apontam que um dos principais fatores para esse cenário é a manutenção dos juros elevados, que dificulta o acesso ao crédito. Sem investidores e dependentes de empréstimos bancários, muitas empresas acabam acumulando dívidas e enfrentando dificuldades para manter as atividades.
A recuperação judicial é um importante indicador da saúde da economia, pois revela o nível de dificuldade das empresas para honrar seus compromissos financeiros.
Enquanto os pequenos negócios registram alta nos pedidos, grandes empresas têm buscado alternativas, como a *reestruturação extrajudicial*, considerada mais rápida, menos burocrática e com menor impacto na imagem das companhias.
Entre as empresas que adotaram esse modelo neste ano estão a *Raízen, a GPA e a Oncoclínicas
O maior número de pedidos de recuperação judicial da série histórica foi registrado em maio de 2026, com 6.513 solicitações. Os setores mais afetados continuam sendo o comércio, a indústria e o agronegócio, refletindo os desafios enfrentados pela economia brasileira.



