Um ataque a uma agência bancária, com disparos, explosivos, reféns e bloqueio de acessos, tomou conta das ruas de Schroeder, no Norte de Santa Catarina, nesta sexta-feira (28). A ocorrência, porém, era fictícia e fazia parte de um treinamento integrado das forças de segurança para preparar os policiais para situações de alta complexidade, como as ações criminosas conhecidas como “novo cangaço”.
O exercício simulou estratégias utilizadas por quadrilhas fortemente armadas em grandes assaltos, incluindo o bloqueio de acessos, ataques contra estruturas policiais, uso de reféns e explosões em cofres e caixas eletrônicos.
A atividade também contou com equipes especializadas no atendimento a ocorrências envolvendo artefatos explosivos.
Simulado reproduziu ataque de quadrilha fortemente armada
Durante o treinamento, os policiais precisaram responder a uma situação em que criminosos cercavam os principais acessos da cidade e atacavam estruturas das forças de segurança para dificultar a reação das equipes.
Outra situação reproduzida foi o uso de reféns como escudo humano enquanto parte da quadrilha avançava contra a agência bancária.
A simulação também incluiu a troca e queima de veículos durante a fuga, estratégia utilizada por criminosos para dificultar o rastreamento e a identificação dos envolvidos.
Ataques com esse tipo de planejamento já foram registrados em diferentes regiões do país. Entre os casos lembrados pelas forças de segurança estão Criciúma, em Santa Catarina, em 2020; Botucatu e Araraquara, em São Paulo, também em 2020; Araçatuba, em 2021; Guarapuava, no Paraná, em 2022; e Guaxupé, em Minas Gerais.
Treinamento reúne diferentes forças de segurança
A preparação envolve profissionais de diferentes áreas da segurança pública, com o objetivo de aperfeiçoar a comunicação e a atuação conjunta diante de uma ocorrência de grande proporção.
Segundo o capitão Bruno, do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), esta foi a 19ª edição do treinamento.
“Nesta edição, que é a 19ª edição, temos policiais civis, policiais penais, policiais científicos, todos nessa atuação integrada, que é a grande sacada de tudo que, dentro do contexto dessa natureza acontecer, eles já estão pré-coordenados para se comunicar e já ter uma atuação rápida e segura”, explicou.
Durante o exercício, as equipes também precisaram trabalhar com informações incompletas, como características dos suspeitos, veículos utilizados e possíveis rotas de fuga.
Por isso, os policiais estudam previamente a região e os caminhos que poderiam ser utilizados pelos criminosos. O simulado permite avaliar esse planejamento e identificar pontos que precisam ser aperfeiçoados.
Robô é utilizado em ocorrência com explosivo
Uma das etapas do treinamento envolveu a localização de um artefato explosivo em uma área urbana.
Para reduzir os riscos aos policiais, o Bope utilizou o robô Teodor, operado remotamente por um técnico explosivista da corporação.
O equipamento permite que o profissional permaneça a uma distância segura enquanto o robô se aproxima do artefato para localização e análise.
Após o procedimento, o material pode ser transportado para uma área considerada mais segura para a desativação. Em ambientes urbanos, esse tipo de operação exige atenção redobrada devido ao risco de uma eventual detonação atingir pessoas ou estruturas.
Exercício termina com avaliação das equipes
O simulado foi encerrado na manhã desta sexta-feira (28), após a conclusão das etapas previstas.
Na sequência, os participantes realizaram uma avaliação da operação, analisando fatores como tempo de resposta, comunicação entre as equipes e estratégias utilizadas durante a ocorrência.
A proposta é utilizar os resultados para aprimorar os protocolos de atuação e garantir uma resposta mais rápida e coordenada caso uma situação real envolvendo uma quadrilha fortemente armada aconteça em Santa Catarina.
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