SANTA CATARINA CONFIRMA PRIMEIRA MORTE POR FEBRE DO NILO OCIDENTAL DA HISTÓRIA DO ESTADO

Santa Catarina confirmou, nesta segunda-feira (24), a primeira morte por Febre do Nilo Ocidental registrada na história do estado. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde.

A vítima era uma mulher de 77 anos, que morreu no dia 8 de agosto, em Imbituba, no Sul de Santa Catarina.

Além dela, um homem de 56 anos, morador de Caçador, no Oeste do estado, também foi diagnosticado com a doença e já recebeu alta.

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde de Santa Catarina, Fábio Gaudenzi, os dois casos são os primeiros registros da Febre do Nilo Ocidental em Santa Catarina.

Os dois pacientes apresentaram manifestações neurológicas e continuam sendo acompanhados por investigação epidemiológica para identificar os prováveis locais de infecção e compreender a circulação do vírus no estado.

Quatro casos confirmados no Brasil em 2026

De acordo com o Ministério da Saúde, até o momento foram confirmados quatro casos de Febre do Nilo Ocidental no Brasil em 2026.

São dois casos em Santa Catarina e dois em São Paulo. Também há um caso considerado provável no Piauí.

A Febre do Nilo Ocidental é uma doença causada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos ou muriçocas.

As aves silvestres são consideradas os hospedeiros naturais do vírus. Pessoas e outros mamíferos, como cavalos e primatas, também podem ser infectados após a picada de mosquitos contaminados.

A Secretaria de Estado da Saúde reforça que não existe transmissão de pessoa para pessoa nem transmissão direta de aves para seres humanos.

Quais são os sintomas?

A doença pode não apresentar sintomas ou provocar diferentes manifestações clínicas.

Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 20% das pessoas infectadas desenvolvem algum sinal da doença, geralmente de forma leve.

Entre os sintomas podem estar:

  • Febre aguda de início repentino;
  • Mal-estar;
  • Falta de apetite;
  • Náusea;
  • Vômito;
  • Dor nos olhos;
  • Dor de cabeça;
  • Dor muscular;
  • Manchas vermelhas na pele;
  • Íngua.

Em casos mais graves, pode ocorrer comprometimento do sistema nervoso central ou periférico.

Estima-se que aproximadamente um em cada 150 infectados desenvolva doença neurológica grave, que pode incluir meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda.

A Secretaria de Estado da Saúde orienta que pessoas que apresentem febre acompanhada de sintomas neurológicos, como confusão mental, alteração de consciência ou fraqueza, procurem atendimento médico e informem sobre possíveis exposições a mosquitos.

O diagnóstico pode ser realizado por meio de exame de sangue, que deve ser feito o mais rapidamente possível.

Não existe vacina ou antiviral específico

Atualmente, não existe vacina disponível ou tratamento antiviral específico contra a Febre do Nilo Ocidental.

O tratamento é baseado no controle dos sintomas e no suporte ao paciente. Em casos graves, pode ser necessária internação em UTI, com medidas como reposição de líquidos, suporte respiratório e prevenção de infecções secundárias.

Como prevenir?

Como a transmissão ocorre principalmente pela picada de mosquitos, as medidas de proteção individual são importantes.

O Ministério da Saúde recomenda:

  • Usar repelente;
  • Evitar locais com presença de mosquitos, principalmente ao amanhecer e no entardecer;
  • Utilizar telas em portas e janelas;
  • Evitar água parada;
  • Evitar locais sem saneamento básico;
  • Não jogar lixo em valas, valetas ou margens de rios, córregos e riachos;
  • Não manusear animais mortos.

A investigação epidemiológica continua em Santa Catarina para identificar os locais prováveis de infecção e acompanhar a circulação do vírus no estado.

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