Navio Pallas naufragou em 1893 e sua remoção é estimada em R$ 23 milhões
O navio Pallas, conhecido como “Titanic de Santa Catarina”, deu mais um passo para uma possível retirada do fundo do canal entre Itajaí e Navegantes, no Litoral Norte catarinense.
A proposta com as alternativas técnicas para a remoção da embarcação foi apresentada pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali) ao Porto de Itajaí na última sexta-feira (25). O estudo reúne metodologias que podem ser utilizadas para retirar os destroços, que estão submersos desde 1893.
A retirada completa do casco está estimada em aproximadamente R$ 23 milhões, com previsão de recursos federais. Antes de qualquer operação, porém, a proposta ainda precisa ser analisada pelos órgãos responsáveis pelo patrimônio histórico e pela segurança da navegação.
Análise do Iphan e da Marinha
O estudo elaborado pela Univali será avaliado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pela Marinha do Brasil. As diretrizes definidas pelos órgãos deverão orientar a elaboração do projeto executivo, que vai detalhar como a retirada poderá ser realizada.
Segundo a Univali, os estudos consideraram as condições dos destroços, questões ambientais e a preservação da estrutura histórica do navio.
Ainda não existe um prazo definido para a conclusão da retirada. A complexidade da operação está relacionada, entre outros fatores, ao fato de grande parte da embarcação estar enterrada e à necessidade de trabalhos de dragagem.
Por que o navio precisa ser retirado?
O Pallas está localizado entre as boias 9 e 11, próximo ao molhe norte, no lado de Navegantes. A remoção está relacionada às obras previstas para a Bacia de Evolução nº 2, área utilizada para manobras de navios.
A retirada dos destroços é necessária para permitir o aprofundamento do trecho e ampliar a capacidade operacional do Complexo Portuário de Itajaí. O projeto prevê condições para a operação de embarcações de até 366 metros.
Navio naufragou durante a Revolta da Armada
Construído na Inglaterra em 1891, o Pallas pertencia à Companhia Frigorífica Fluminense e fazia o transporte de cargas e passageiros entre o Rio de Janeiro e Buenos Aires, com escalas em Itajaí.
O navio naufragou em outubro de 1893, durante a Revolta da Armada, ao acessar o canal do rio Itajaí-Açu. Os destroços permaneceram submersos por mais de um século e foram redescobertos em 2017, durante trabalhos de dragagem.



